quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Corpo Impuro: sobre a Digitalização da Matéria no Imaginário da Cibercultura


por
Erick Felinto
Mestre em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ, Doutor em Literatura Comparada pela UERJ e PhD
candidate em Romance Linguistics and Literatures, pela University of California, Los Angeles. Atualmente é Procientista da UERJ e Subchefe do Departamento de Teoria da Comunicação da mesma universidade, desempenhando as funções de professor do Mestrado em Comunicação Social, onde coordena a linha de pesquisa "Novas Tecnologias e Cultura". Possui diversos artigos publicados em periódicos nacionais e estrangeiros sobre temas de comunicação e cultura e literatura comparada. É membro da Modern Languages Association e do International Center for Borges’ Studies.





Os discursos da cibercultura anunciam repetidamente o desaparecimento do
corpo e da materialidade, a serem convertidos em padrões informacionais no horizonte virtual do ciberespaço.
O apelo a um pensamento fundado na matéria serviria,
assim, para combater o vetor religioso e irracionalizante que contamina boa parte dos discursos sobre as tecnologias digitais na contemporaneidade.
No contexto de uma cultura onde toda concretude tende a desaparecer, onde
os temas da virtualização e desrealização são continuamente encenados, o corpo aparece como um lócus fundamental de resistência da matéria.
Falar do corpo é falar, portanto, daquilo que ainda escapa ao desejo de digitalização do real, ao impulso de fuga da matéria tão característico dos discursos da cultura informática.



O que acham da questão?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sociedade...dinheiro...etc


"O capitalismo está tatuado em nosso corpo, somos o capitalismo. Estamos conectados. A internet cria espaços que nos dão a falsa idéia de liberdade, de democracia na informação. Vacilo do capitalismo? Falsa impressão. Os aparelhos (mp3, pen drive, celulares) entendidos como facilidades, são de fato tecnologias-do-aperto-de-mão da hiper-indústria com a população, controle do corpo. A ambiência é cada vez mais reduzida à paisagem, a um lance de olhar. A sociedade de controle substitui a fábrica pela empresa, o bem durável pelo descartável, e esses objetos tecnológicos se tornam, cada vez mais rapidamente, obsoletos. Estes objetos são a máxima expressão de um poder vertical de globalização (Milton Santos) sobre o corpo-lugar controlado e conseqüentemente autocontrolado do indivíduo cada vez mais isolado, porém rebanho (Nietzsche)."

Texto retirado do site Corpos Informáticos

sexta-feira, 5 de setembro de 2008


Criado com objetivo de expor e discutir idéias sobre o projeto de arte digital. Sejam todos bem-vindos!